sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Joaquín Edwards Bello, Nacionalismo Continental


Por Joaquín Edwards Bello

Explicar esse imperialismo nos parece a melhor maneira de combatê-lo, por ora. Que os Estados Unidos dominem o Mar do Caribe e o Canal nos parece natural. Estamos explicando leis naturais. Que os americanos, por meio de seu dinheiro e espírito empreendedor, queiram fazer bons negócios em países em desenvolvimento nos parece tão claro quanto chilenos fazendo bons negócios na Bolívia ou em Neuquén. Tentamos justificar nossa inferioridade com a falta de coesão e a ausência de grandes leis unificadas. Em nossa compreensão, em países pequenos tudo tende a ser pequeno em proporção, e vice-versa.

(...) Não podemos acreditar na inferioridade étnica dos chilenos, mas sim na crueldade da luta pela sobrevivência e no pessimismo contagioso do fracasso.

Além disso, e isso é muito importante: em grandes nações, fracassos isolados, pessimismo individual, colapsos e deficiências devido à ociosidade em certas camadas sociais passam despercebidos ou são abafados pelo ruído dos vencedores.” Em nações pequenas, as falhas são gritantes. Em grandes nações, isso não acontece, pois reina uma harmonia social infinita ou um equilíbrio equitativo entre defeitos e qualidades. É a visão de fracasso coletivo, mais ou menos evidente em alguns ou outros, que nos torna pessimistas, negligentes e avessos ao esforço.