Em 1821, a chamada Província Oriental — atual Uruguai — foi anexada ao Império do Brasil, sob o nome de Província Cisplatina. Esse ato, que representava a consolidação do domínio luso-brasileiro na região, foi recebido com forte resistência pela população local, herdeira das lutas de José Artigas e do espírito federalista que se opunha tanto ao centralismo de Buenos Aires quanto ao domínio estrangeiro.
A insatisfação popular com a ocupação brasileira gerou movimentos de conspiração e resistência, culminando em 1825 com a ação dos Treinta y Tres Orientales, liderados por Juan Antonio Lavalleja. Partindo do território das Províncias Unidas do Rio da Prata, esses patriotas desembarcaram em território oriental com o objetivo de libertar a região da dominação brasileira. O movimento rapidamente obteve apoio popular e militar, reacendendo o desejo de independência.
No dia 25 de agosto de 1825, reunidos em San José, os revolucionários proclamaram três leis fundamentais:
Lei de Independência, que declarava rompidos os vínculos políticos com o Império do Brasil;
Lei de União, pela qual a Banda Oriental era incorporada às Províncias Unidas do Rio da Prata;
Lei do Pavilhão, que estabelecia como bandeira nacional as listras azuis e brancas com o sol radiante.
Essas medidas desencadearam a Guerra da Cisplatina (1825–1828), travada entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata. O conflito terminou sem vencedores claros, mas resultou na mediação britânica que levou ao Tratado do Rio de Janeiro (1828). Por esse tratado, a Banda Oriental se constituiu como um Estado independente: o Uruguai, estabelecendo assim sua soberania própria.
A independência da Banda Oriental foi, portanto, fruto da resistência contra a ocupação brasileira, da tradição artiguista de luta pela autonomia e da determinação de um povo que, entre impérios e projetos de anexação, encontrou no sacrifício e na coragem de seus patriotas o caminho para afirmar sua liberdade e identidade nacional.