domingo, 7 de setembro de 2025

SETEMBRO CÍVICO GAÚCHO RIO-GRANDENSE

Setembro chega e, com ele, o chamado das tradições, o eco dos feitos farroupilhas que moldaram a alma do Rio Grande. É o mês em que o pampa se veste de memória e orgulho, mas também de disputas narrativas e contradições.

Ano após ano, repete-se o mesmo cenário: de um lado, aqueles que empunham a chama, o lenço vermelho, o poncho e a viola para celebrar a herança dos Farrapos. Do outro, os que transformam as redes sociais em trincheiras de ressentimento, prontos a destilar críticas baratas, negar símbolos e diminuir a história.

Sempre surgem os mesmos refrões: “E Porongos?”, “E as contradições?”, como se fosse possível julgar com o olhar pequeno de hoje os sacrifícios de um povo que, em seu tempo, ousou enfrentar impérios, erguer bandeiras e desafiar poderes maiores que si. Toda revolução é feita de sangue, suor e contradição – e só os fracos recusam enxergar isso.

Assim, o mês farroupilha se converte em palco de ironias: enquanto uns acendem a chama no peito, outros preferem apagá-la com discursos melancólicos, transformando o Facebook num confessionário coletivo de mágoas. Mas aqui nos Pampas, a história não se conta com choradeira – se conta com luta, coragem e honra.

Preparem-se, pois o setembro rio-grandense não é tempo de silêncio: é tempo de canto, de cavalo ensilhado, de bandeira desfraldada. Quem vier com sarcasmo, encontrará a adaga farroupilha forjada em fogo e aço, pronta a defender o legado que pulsa em cada pago, em cada rancho, em cada coração gaúcho.

Podem tentar abafar, podem zombar, podem torcer o nariz – mas não apagarão a chama farroupilha que, geração após geração, insiste em arder. Porque ser gaúcho é mais que nascer nestas coxilhas: é carregar no peito a memória de um povo que ousou ser livre.

Viva a Revolução Farroupilha! Viva a bandeira tricolor que tremula com bravura no céu do Rio Grande!