I. Análise
“É inevitável que neste mundo de exploradores e explorados não seja possível nenhuma grandeza que, em última instância, não tenha como base o fato econômico. São de fato contrapostas duas espécies de homens, de artes, de morais, mas não é preciso ter muita perspicácia para perceber que única é a fonte que as alimenta. Assim, é também de um mesmo tipo de progresso que os protagonistas da luta econômica tiram sua justificativa. Eles se encontram na pretensão fundamental de serem cada um o verdadeiro autor da prosperidade social, razão pela qual cada um está convencido de poder minar as posições do adversário quando consegue contestar-lhe todo direito de se apresentar como tal”.
A razão fundamental que nos levou a convocar este Congresso é determinada pela profunda convicção, minha e de vocês, de que o momento presente impõe à nossa organização a exigência de “cerrar fileiras” em torno dos motivos centrais da nossa ideia de vida e de mundo. A exigência, em primeiro lugar, de reconhecer quais sejam realmente os planos de referência, os cânones dos quais derivar nossa presença política, de enxergar a direção ideal a assumir. Em segundo lugar, ou melhor, consequentemente e simultaneamente, a exigência de articular em um alinhamento elástico, ágil, sem complexos, sem inibições, em uma palavra: desinibido, a nossa vocação, a nossa vontade de luta política.
Nós nos encontramos no ponto em que a necessidade de representar os erros passados, de compreender os motivos fundamentais que puderam permiti-los, se cruza com o dever de afundar as nossas raízes, “nossas”, ou seja, de homens que se dedicam à política sem reservas mentais, sem intenções equívocas, sem álibis pequeno-burgueses: com a alma, eu quase diria, desiludida e impessoal de quem cumpre o próprio dever porque ele deve ser cumprido, no centro da nossa doutrina política e de permanecer aderentes a ela nos elementos essenciais, sem hesitações. Uma adesão lúcida ao essencial que deve permitir, ou melhor, tonificar a nossa capacidade de permanecer elásticos e ágeis no que é funcional e instrumental.
Acredito, de fato, não afirmar nada de novo ao sustentar que quanto mais intensamente nós estivermos enraizados no centro, tanto mais facilmente poderemos nos mover nos pontos da circunferência distante, sem nos distanciarmos, pelo que vale, pelo essencial, do centro.
Eu disse antes: cerrar fileiras, para dar vida a uma organização política elástica. Agora quero acrescentar: cerrar fileiras para possuir uma organização política capaz de dar um golpe de asa a homens destinados à conquista do poder.
Nós caminhamos até agora. Não devemos temer as consequências de uma autocrítica quando ela for livre e digna e, portanto, diremos: nós regredimos! Permanecemos passivamente unidos aos “outros”, aos esquemas políticos dos “outros”, aos falsos problemas dos “outros”, à publicidade ideológica dos “outros”: reconhecemos como nossas as finalidades, que eram, no mínimo, equívocas, dos “outros”. O comportamento de todos, primeiro dos líderes, depois, consequentemente, dos seus seguidores, foi, na melhor das hipóteses, o dos ingênuos, na pior, o dos obtusos.
O nosso discurso político, no início, girava em torno da Europa, e nós acreditávamos que a Europa fosse verdadeiramente um mito e representasse uma autêntica ideia-força: enquanto só muito tarde nos convencemos de que essa palavra refletia uma simples definição geográfica, à qual nem mesmo era lícito atribuir uma capacidade propagandística original, em uma época em que também as copiadoras, as lavanderias, os restaurantes rápidos e os hotéis das estações termais se chamam “Europa”!!
Nós falávamos de concepção política europeia a ser contraposta às várias concepções nacionalistas patrióticas, mas não nos demos conta (ou não quisemos nos dar conta?) de que isso só podia valer em relação à direita nacionalista pequeno-burguesa, sobretudo a nossa, e que, portanto, tudo se esgotava nos termos de uma polêmica qualunquista (também ela superada, aliás, pois os próprios garotos neofascistas gritam: Europa, Fascismo, Revolução!!).
Falamos em termos de “civilização europeia”, sem sequer arranhar a superfície dessa expressão e sem verificar, mergulhando no fundo do problema, se existe, na realidade, uma civilização europeia homogênea, e quais sejam os seus autênticos coeficientes de significado, à luz de uma situação histórica mundial pela qual o guerrilheiro latino-americano adere à nossa visão de mundo muito mais do que o espanhol submisso aos padres e aos EUA; pela qual o povo guerreiro do Norte-Vietnã, com seu estilo sóbrio, espartano, heroico de vida, é muito mais próximo da nossa figura da existência do que o intestino italiano ou francês ou alemão-ocidental; pela qual o terrorista palestino está mais próximo das nossas vinganças do que o inglês (europeu? mas eu duvido!) judaizado ou judeu.
Nós defendemos a hegemonia europeia, dirigindo-nos a uma Europa que já havia sido americanizada ou sovietizada, sem considerar que essa Europa se tornara serva dos EUA ou da URSS porque os povos e as nações europeias haviam absorvido, subsequentemente, mas não consequentemente, a derrota militar, as exportações ideológicas dos EUA e da URSS. Sem considerar que o colapso cultural-político-econômico havia ocorrido justamente porque havia cessado aquela tensão, havia desmoronado aquele suporte que havia suscitado em alguns povos, em alguns homens europeus, em certas épocas históricas (e somente em alguns e só em determinadas épocas históricas!) aquela dimensão superior de civilização que nós pretendíamos atribuir tout court à Europa.
Chegou o momento de parar de nos embalar com o fantoche “Europa” ou de fazer gargarejos com a sua expressão vocal. Com a Europa iluminista nós não temos nada a ver. Com a Europa democrática e jacobina nós não temos nada a ver. Com a Europa mercantilista, com a Europa do colonialismo plutocrático: nada a dividir. Com a Europa judaica ou judaizada nós temos apenas vinganças a fazer. E, no entanto, quando se fala em termos de “civilização europeia”, considera-se tudo isso: não me digam que se fala também disso: fala-se, infelizmente, só disso! Ou, talvez, nós “queríamos” mirar em outra coisa? De qualquer forma, se queríamos mirar em outra coisa, nós, até agora, nunca falamos realmente, de forma completa, dessa “outra coisa”. E eu estou certo de que, se tivéssemos realmente considerado e possuído essa «outra coisa», não teríamos fornecido a esse conteúdo um continente, ou melhor, um rótulo, ou melhor ainda, uma “marca registrada” representada pela palavra “Europa”.
Afloraram tantos e tantos componentes espúrios, a rejeitar, a enterrar; intervieram tantos, ouso dizer: demais, fatores que adulteraram e corromperam esse líquido europeu até torná-lo esgoto, porque ele ainda possa sofrer positivamente um processo de decantação. A Europa é uma velha prostituta que se vendeu em todos os bordéis e que contraiu todas as infecções ideológicas, das revoltas medievais dos Comuns às das monarquias nacionais anti-imperiais; do iluminismo ao jacobinismo, à maçonaria, ao judaísmo, ao sionismo, ao liberalismo, ao marxismo. Uma prostituta cujo ventre concebeu e gerou a revolução burguesa e a revolta proletária; cuja alma foi possuída pela violência dos mercadores e pela rebelião dos escravos. E nós, neste ponto, quereríamos redimi-la, sussurrando-lhe palavras mágicas: dizendo-lhe, por exemplo, que ela deve se conceder exclusivamente aos “europeus”... de Brest a Bucareste??!!
Nós erguemos a bandeira da Europa sem compreender que ela não podia representar para nós nenhum significado válido e homogêneo: sem observar quantos fossem os fios e os laços de que era composto o seu tecido rasgado e quanto esterco ele escondia! Preferimos, em suma, esconder a nossa incapacidade de querer escolher o que para nós era autêntico e verdadeiro, e de saber rejeitar o que era espúrio e equívoco na tradição (ou seja, neste caso, na história) europeia, iludindo-nos de preencher esse vazio com o recurso à fórmula, à palavra “Europa”. Sem considerar, como eu dizia antes, que existe hoje uma Europa democrático-burguesa ou democrático-socialista; assim como ontem existia uma Europa fascista e nacional-socialista e uma Europa democrática; assim como anteontem existia uma Europa jacobina e uma Europa contrarrevolucionária. Sem considerar que muitos, até os tecnocratas do MEC, sonham com uma sua Europa: uma Europa fundada na hierarquia de esquerda que imporia na base da pirâmide a exploração «racional» do trabalho italiano e, no vértice, o investimento do capital internacional.
Em vez de adotar essa fórmula equívoca (que devia servir apenas para nos distinguir daqueles que sustentavam outras fórmulas, as nacionalistas, igualmente equívocas), era necessário dizer em nome de quais princípios, em torno de qual ideia de mundo, segundo qual direção de eficácia, os melhores entre os homens europeus deveriam se vincular em uma unidade política orgânica supranacional. E a essa diferente realidade nós poderíamos ainda dar o nome de “Europa” se a “velha Europa”, a Europa dos séculos escuros (para inverter o significado de uma conhecida frase de um velho palhaço), a Europa dos comuns anti-imperiais, a Europa da igreja romana, a Europa protestante, do mercantilismo, do iluminismo, do democratismo burguês e proletário, a Europa maçônica e judaica, esse espectro monstruoso não tivesse se colocado diante daqueles homens de raça bem diferente.
Eu me detive nesse ponto porque ele sinaliza o caráter mais evidente dos nossos erros, e porque o motivo da “Europa” constituiu, nos anos de atividade política da nossa organização, o ponto focal em que convergiam as nossas perspectivas políticas. Acho portanto inútil me deter a considerar especificamente os outros elementos do nosso chamado programa, já que também eles são as consequências, em planos distintos, daqueles equívocos já mencionados.
Agora, após ter reconhecido a nossa miopia e os nossos erros, é preciso prosseguir, antes de verificar a direção a assumir, analisando a situação atual e os critérios operativos que os outros seguem. Continuo a dizer “os outros”, e não os nossos adversários ou os nossos inimigos, justamente porque quero insistir e esclarecer até as representações extremas que as palavras podem tornar ou as imagens evocar, como entre nós e os outros haja (e deva haver) muito mais do que uma simples diferença de mentalidade, de modo de agir, de “ideologia” política. É uma alma diferente, é uma raça diferente aquela que dá às nossas ações o seu significado típico e atribui a elas a fisionomia própria, irredutível aos termos e às figuras comuns às várias “ideologias” políticas da nossa época.
A consideração da qual nós partimos é esta: nós hoje vivemos no mundo dos outros, cercados pelos outros, por esses dignos representantes da época burguesa, sob o domínio da mais sórdida e aviltante das ditaduras: a burguesa, a dos mercadores. Tudo o que nos cerca é burguês: sociedade política, economia, cultura, família, comportamentos sociais, manifestações “religiosas”. Nas democracias “ocidentais” o espetáculo que se apresenta diante de nós é vinculado por uma revoltante coerência aos cânones mais ortodoxos da concepção de vida burguesa.
Nessas democracias, a organização do poder serve para manter inalterado, através dos mais variados instrumentos opressivos e repressivos, o relacionamento hegemônico de uma classe, a dos burgueses, e, particularmente, de uma parte dela, aquela constituída em oligarquia plutocrática, sobre o povo. O suporte exclusivamente classista sobre o qual elas se fundam não permite realidades e valores diferentes dos econômicos: a ditadura burguesa, emergida vitoriosa segundo um processo de potencialização e de intensificação hegemônica a partir da revolução francesa, conserva há cerca de duzentos anos inalterado o único vínculo que liga o burguês a um homem: vínculo que é de senhor a servo, de explorador a explorado.
Apesar de todas as edulcorizações assistenciais, previdenciárias, paternalistas em geral, esta é a verdadeira realidade do sistema burguês. É a mesma realidade que já em 1849 Marx traçava magistralmente no Manifesto do partido comunista.
Agora, após ter traçado, retomando-a nas suas linhas elementares, a fisionomia do verdadeiro Estado, devemos considerar qual obra política se impõe a nós para “testemunhar” ativamente a nossa adesão à imagem do verdadeiro Estado.
Não é nem em parte aceitável a hipótese de quem, cultivando apenas racionalmente essa imagem (“o modelo fixado nos céus”, diria Platão), sustenta a necessidade de permanecer distanciado a observar o colapso das formas associativas (que, mais eficazmente, poderiam ser definidas “fórmulas”) com as quais a atual realidade política se expressa. Para esses, efetivamente, o mito do Estado se torna utopia, vagada intelectualisticamente: para esses, o distanciamento representa verdadeiramente o álibi destinado a esconder a incerteza, a incapacidade e o medo.
Para os estéreis apologistas do “discurso” sobre o Estado, de fato, todo operar em termos políticos determinaria quase um rebaixamento de plano, uma descida ao compromisso: eles não têm nenhuma ideia, mas, no máximo, um conceito do Estado, bem escondido entre as suas dobras mentais. Não os consideremos, portanto, esses adoradores das abstrações e da lógica do inevitável, esses assertores das testemunhas conceituais!
Para nós, ser fiéis à nossa ideia de mundo, e portanto do Estado, significa conformar-se a ela, não deixar nada por tentar a fim de realizá-la historicamente: não certamente manifestar uma devoção “ideológica” e contentar-se com essa coerência mental.
E então, desenvolvendo essa premissa, devemos afirmar que a condição, não suficiente mas, de qualquer forma, necessária, para colocar os elementos de fundação do verdadeiro Estado, é a subversão de tudo o que hoje existe como sistema político.
É preciso, de fato, propiciar e acelerar os tempos dessa destruição, exasperar a obra de ruptura do presente equilíbrio e da atual fase de assentamento político. Vigiar para que os eventuais veículos, as potenciais forças que devem determinar o colapso dos centros nervosos do sistema burguês, não sejam absorvidos ou integrados em uma das tantas possibilidades de cristalização que o mundo burguês oferece.
Inevitavelmente, portanto, devemos transferir as nossas considerações do plano do reconhecimento dos princípios ao plano operativo: do plano daquilo que é válido ao plano daquilo que resulta eficaz, a fim de adequar a sórdida “realidade” (que mais oportunamente deveria ser qualificada “irrealidade”) do período histórico que nós estamos vivendo à «realidade» autêntica.
O cânone a seguir (repetimo-lo aqui) deve ser este: rigidez firme no essencial e máxima elasticidade no plano funcional.
Já indicamos acima aquilo que segundo nós deve ser considerado essencial. Já consideramos a necessidade de descobrir um plano de doutrina ao qual nos ater firmemente e um estilo de comportamento que devemos ativar. Já sustentamos a regra segundo a qual a nossa obra política deve essencialmente se desenvolver e articular na busca de homens com tendências, vocações, caráter afins ao nosso: gente que tenha a nossa mesma ideia de Estado.
Agora nós, a esse alinhamento de homens, que não podemos criar, mas devemos apenas reconhecer e tonificar, os quais escolheram lutar no mundo das democracias burguesas, a essa gente que recusa como estranha ao próprio temperamento uma equívoca função de “devoção” intelectual, nós, a essa gente devemos propor um objetivo de luta resolutivo: a destruição do mundo burguês.
Ou seja, devemos convencê-los de que o mal representado pela sociedade burguesa é incurável: que nenhuma terapia é possível, que nem mesmo uma operação cirúrgica consegue ser eficaz; que é preciso acelerar a hemorragia e enterrar o cadáver.
Nós devemos persuadi-los de como não se possa edificar nada enquanto permanecerem até mesmo as ruínas; como o pressuposto fundamental para edificar o verdadeiro Estado seja o derrube até das formas residuais e das estruturas sobreviventes dos sistemas burgueses.
“O atual poder político do Estado moderno não é senão um comitê administrativo dos assuntos comuns de toda a classe burguesa [...] Onde quer que tenha chegado ao domínio ela destruiu sem piedade todos aqueles laços multicoloridos que no regime feudal ligavam os homens aos seus superiores naturais, e não deixou entre homem e homem outros vínculos além do nu interesse e do impiedoso pagamento em dinheiro [...] Resolveu a dignidade pessoal em um simples valor de troca; e às muitas e variadas liberdades bem adquiridas e consagradas em documentos, substituiu a única e única liberdade do comércio, de dura e impiedosa consciência”.
Se a sociedade burguesa concede aos dominados uma melhoria das condições de vida vegetativa (incluindo aqui também aquelas compreendidas no reino do mental!), não é porque os pressupostos exclusivamente egoístico-econômicos sobre os quais a sociedade burguesa se funda tenham desaparecido.
Costuma-se dizer com razão que o “diabo” é tanto mais perigoso quanto mais se tornou respeitável! E, de fato, o maior bem-estar é devido, consequentemente, ao fato de que, no desenvolvimento histórico da sociedade burguesa, as tendências à hegemonia política por parte do burguês, consolidadas em um efetivo “pré-poder” político, simplesmente assumiram modalidades de força diferentes das anteriores, mas, como as anteriores, elas expressam manifestações coerentes de uma mesma e idêntica realidade: fechada em esquemas, justamente, de tensão produtivístico-consumista.
O capitalista, ou seja, compreende que, aumentando o salário ao trabalhador, este comprará a geladeira ou o automóvel produzido pelo capitalista; ele se dá conta de que, atordoando quem trabalha com a obsessão de necessidades sempre novas, e, portanto, não reais mas ilusórias, artificiais, e obrigando-o a se preocupar em adquiri-las, poderá intoxicar completamente de trabalho o trabalhador.
Este último, então, manso e bom, tranquilo como um boi (um boi que, periodicamente, poderá mugir por reivindicações salariais: ao qual, às vezes, será até concedida a ilusão de se comportar como um touro livre e será permitido danificar o curral!), não realizará nenhuma tentativa de substituir a “própria” hegemonia à do burguês.
O Estado, portanto, nas democracias “representativas” burguesas, é o lugar político apenas do burguês: a sua única real destinação e função é determinada pela economia burguesa, consiste na defesa da economia burguesa, na sublimação da economia burguesa.
Auxiliada pelos meios de penetração que as aplicações técnicas da “ciência” burguesa lhe oferecem, a burguesia, após ter reduzido o homem ao nível de trabalhador, conseguiu completar o processo de identificação entre o momento “individual” e o “social” e encher de si todo domínio.
O mercador impôs a todos as próprias inclinações, as próprias aspirações: vocações diversas, estranhas (não diríamos superiores, mas apenas diferentes!) não possuem margem alguma no espaço político que é do burguês, que pertence apenas a quem é “burguês”.
A própria arte, apesar da hipócrita justificação (ou dignificação?) em esquemas de autonomia que os burgueses se preocupam em atribuir-lhe, é rigorosamente funcionalizada para o deleite (ou, melhor, para as masturbações intelectuais) dos burgueses.
A “livre” ciência não é outra coisa senão pesquisa voltada ao progresso do sistema burguês, ou seja, ao potencialização das estruturas da sociedade burguesa: ou seja, tecnologia eficiente servida às “conquistas” desta última.
A própria justiça não é outra coisa senão a cristalização nos códigos das ideias dominantes no seio da sociedade burguesa, das ideias da classe “prepotente”, que é a burguesa.
Qualquer distonia, qualquer disfunção do sistema é por ela atribuída ao sabotagem operada pelos ini